A educação tem por parte dos diferentes agentes perceções distintas. Da mesma forma que um cubo se pode transformar num quadrado e vice-versa, também há quem veja a educação como a mera transmissão de conhecimentos ou, ao invés, como a simples fixação de objetivos.

Por outro lado, pode, igualmente, ser percecionado que educar pelas competências é a metodologia que deverá ser seguida pela maioria das políticas públicas no domínio da educação aquando da elaboração dos Programas de Governo, onde são sistematizadas as metas a atingir em cada legislatura para o sistema educativo no seu todo.

As perceções quer dos atores públicos, dos diferentes stakeholders e dos membros da comunidade educativa devem estar em sintonia com aquilo que a sociedade civil espera das instituições de ensino a curto, médio e longo prazo.

As alterações introduzidas com a publicação da legislação referente ao calendário escolar [1] para o próximo ano letivo “- Despacho n.º 6020-A/2018 – Diário da República n.º 116/2018, 1.º Suplemento, Série II de 2018-06-19 – Determina a aprovação dos calendários, para o ano letivo de 2018-2019, dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, dos estabelecimentos particulares de ensino especial, bem como o calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário” mostra que o legislador foi feliz ao percecionar que nas escolas o trabalho que foi iniciado “… em regime de experiência pedagógica, a implementação do projeto de autonomia e flexibilidade curricular dos ensinos básico e secundário, no ano escolar de 2017-2018, com o Projeto da Autonomia e Flexibilidade Curricular através do Despacho n.º 5908/2017, de 5 de julho” [2] merecia por parte de todas e de todos o aprofundamento da transformativa educativa que se vinha fazendo no nosso país em linha com o “Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, que define os princípios de organização do currículo dos ensinos básico e secundário, bem como o Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, que estabelece o regime jurídico da Educação Inclusiva [3]”.

A possibilidade dada às escolas de, entre outras mudanças, organizarem o ano letivo por semestre aproximando o ensino não superior do ensino superior e consolidando a flexibilidade das aprendizagens com o objetivo de potenciar projetos educativos centrados nos alunos. Através da perceção da melhor forma para adquirem competências e consolidarem os conhecimentos, os membros da comunidade educativa foram assimilando todas as mudanças e criando a convicção de que as transformações eram efetivamente benéficas para todas e para todos.

Educar pelas competências deve ser, como referi no início, o lema de todo e qualquer sistema educativo que promove o sucesso educativo.

[1] https://www.dgeste.mec.pt/index.php/calendario-escolar-20182019/
[2] https://www.dge.mec.pt/autonomia-e-flexibilidade-curricular
[3] https://www.dge.mec.pt/noticias/abertura-do-site-autonomia-e-flexibilidade-curricular

Teresa Do Rosário Damásio, Administradora do Grupo Ensinus, para o Link To Leaders

×

Bem-vindo(a)!

Contacte-nos pelo WhatsApp

× 969844241
Divi WordPress Theme