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(Des)uso da máscara: um gatilho para sintomas de ansiedade

12 de Maio, 2022

A ansiedade é caracterizada por preocupações irrealistas e/ou excessivas sobre circunstâncias da vida e por um conjunto de sintomas físicos que persistem durante algumas semanas e estão presentes na maior parte dos nossos dias. É uma sensação que surge perante momentos inquietude que são sentidos como uma antecipação de problemas. Apesar de envolver sintomas nem sempre agradáveis, a ansiedade é adaptativa e revela-se extremamente importante para proteger o organismo de ameaças e/ou perigos que se associam a algo que não se conhece.

As pessoas têm medo do desconhecido porque não se sentem seguras de que são realmente capazes de lidar com situações até então inéditas e da mesma forma que há dois anos se estranhou ver pessoas a usar máscara, quando a mesma ainda não era obrigatória, agora estranha-se que muitas pessoas não o façam. Faz parte da natureza humana resistir à mudança, mesmo que mudar signifique ficar mais perto do que havia antes. Não obstante, é normal que que se verifique um acréscimo de preocupação, porque o facto de deixar a máscara aumenta a ansiedade em relação à doença, seja porque nos recorda algo negativo e perigoso que limita a nossa liberdade ou por receio de contágio próprio ou de familiares.

Se para algumas pessoas esta nova fase é um alívio, para outras pode ser um problema, porque todos temos consciência de que sem esta restrição o número de casos de COVID-19 poderá aumentar nos próximos tempos.

As pessoas querem ter a certeza absoluta de que não serão contagiadas e essa certeza não existe, porque mesmo com a máscara o risco de transmissão nunca vai ser zero.

Toda esta situação gera ansiedade porque o uso da máscara se encontra associado a uma fase muito difícil que vivemos durante os últimos tempos e que ainda não está ultrapassada, pelo que ninguém quer arriscar ser (re)contagiado. Pensar sobre o que aconteceu durante o período mais grave da pandemia despoleta uma necessidade de segurança e proteção, que se torna mais frágil com a retirada das máscaras. Portanto, é necessário que a mudança seja realizada de forma natural e progressiva, sem uma imposição brusca, respeitando as particularidades e as limitações que a situação pandémica trouxe. Este processo só será eficaz quando as pessoas sentirem a confiança necessária para o fazer, porque cada caso é um caso, e cada pessoa precisa do seu tempo para lidar com uma situação que lhe causa desconforto.

Numa altura em que a vacinação e a imunidade de grupo são uma realidade sólida em Portugal, os especialistas referem que há mais benefícios em retirar a máscara do que em mantê-la. Porém, verifica-se que por um lado houve pessoas que o fizeram assim que o Decreto-Lei foi publicado em Diário da República, mas outras irão manter o cuidado porque necessitam de superar medos e inseguranças. Devemos respeitar o tempo que cada um necessita para se adaptar à nova realidade, sem fazer juízos de valor, porque todos sentimos ansiedade e não são raras as vezes que a mesma evita que a nossa vida seja colocada em risco.

Temos de aprender a viver com este vírus como aprendemos a viver com outros, mas quando este processo de adaptação é vivido penosamente e se manifesta através de preocupações excessivas é necessário pedir ajuda profissional. As perturbações de ansiedade são uma realidade cada vez mais frequente e estima-se que cerca de 25.0% da população é afetada pelas mesmas durante o seu ciclo de vida.

Professora Doutora Rosa Rodrigues, Docente e Investigadora do ISG  para a ComunicaRH

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