Rever a oferta pública de ensino superior

Rever a oferta pública de ensino superior

Os resultados das candidaturas ao ensino superior para 2019/2020 confirmaram a tendência dos últimos anos, tendo sido colocados 87,2% dos candidatos, correspondente a 44.500 estudantes e em que 53,1% ficaram colocados na sua 1.ª opção.

Ficaram por preencher 6.734 vagas, para a 2.ª fase, em especial nos institutos politécnicos e no interior do país. Curioso, ainda assim, é que existem 38 cursos no ensino superior público sem qualquer candidato, o que leva uma vez mais a discutir a necessidade de reorganização da rede pública de ensino superior, que muitas vezes parece servir mais os interesses dos professores e das autarquias e não dos estudantes.

Do resultado das colocações da 1.ª fase é possível observar que muitos institutos politécnicos públicos têm taxas de ocupação inferiores a 40%. Existe um claro desfasamento entre a oferta pública e as necessidades do país, facilmente refletido na procura.

Estes números mostram ainda que, em muitos casos, não são os alunos que precisam das universidades, mas são estas que precisam de alunos. Trata-se de uma clara inversão da oferta e procura tradicionais neste mercado nas décadas anteriores. Dos 51.291 candidatos de 2019 na 1.ª fase (subida de 3,4% face a 2018), considerando que em 2001 houve uma redução de natalidade, é bom perceber que cada vez mais alunos que terminam o secundário se candidatam ao ensino superior, o que tem, para já, compensado as quebras de natalidade.

No dia 26 de setembro serão conhecidos os resultados da 2.ª fase de candidaturas, resultante dos lugares que ficaram por preencher ou de eventuais desistências de alunos colocados, que não se matriculem. A rede de oferta bem como a tipologia deve ser repensada (DGES) bem como a forma com que se avalia a “qualidade” dos cursos (A3ES), muito mais focada no desempenho de publicações dos docentes, do que na pedagogia, no desenvolvimento do espírito crítico e na transmissão do saber.

Diretor do ISG – Business& Economics School

Jornal de Negócios a 12/09/2019

REINVENTAR A EDUCAÇÃO

REINVENTAR A EDUCAÇÃO

O Instituto Superior de Gestão recebe, hoje, mais uma formação no âmbito do Projeto de Autonomia e Flexiblidade Curricular, ministrada pelo Dr. Xavier Aragay e a sua equipa do Remagine Education Lab.

3.ª Edição da Academia Financeira é notícia na Mais Educativa

3.ª Edição da Academia Financeira é notícia na Mais Educativa

O ISG é notícia na Mais Educativa, saiba tudo sobre 3.ª Edição da Academia Financeira.
Este Programa, encontra-se direcionado para os alunos do 10.º, 11.º e 12.º anos, dos cursos de Ciências e Tecnologias, e Ciências Socioeconómicas, bem como para os alunos dos Cursos Profissionais, designadamente, gestão, contabilidade, banca e seguros, comércio e marketing.

As dez sessões terão lugar nas instalações do ISG e terão a duração de 90 minutos. Irão realizar-se de Outubro de 2019 a Março de 2020, e contarão com a presença de três Escolas por sessão.

Em cada sessão serão abordados conceitos-chave transversais, assumindo como tema principal a educação financeira.

Leia o atigo na integra na Mais Educativa

PROGRAMA COMPLETO

ISG aposta na logística e gestão de operações

ISG aposta na logística e gestão de operações

“O Curso de Pós-Graduação em Logística e Gestão de Operações do ISG, procura dotar os formandos de conhecimentos e competências que permitam dar resposta aos desafios estratégicos e táticos que são colocados no mundo de hoje ao longo da Cadeia de Abastecimento.”

Leia o artigo completo na REVISTA SÁBADO

Empreender? E o Povo pá?

Empreender? E o Povo pá?

Já por diversas vezes aqui escrevemos acerca da generosidade de empreender em várias áreas e de diferentes formas. De todas as vezes que o fizemos partimos do pressuposto inilidível que é para a sociedade, seja em termos globais ou locais, útil[1] ter cidadãs e cidadãos empoderados através de competências empreendedoras que os transformam literalmente em agentes de mudança, independentemente do setor de atividade onde se inserem, quer seja em termos educacionais, científicos, bem como no domínio da investigação, quer seja em termos laborais enquanto trabalhadores dependentes em empresas ou a atuarem em organizações da economia social.
Mas como podemos querer que todas estas pessoas sejam empreendedoras se a maioria dos empregadores em Portugal tem um grave problema de qualificações e apresenta, regra geral, iguais ou qualificações inferiores aos seus subordinados, o que condiciona claramente o espírito empreendedor dentro das empresas?

De acordo com o Estudo Económico sobre Portugal – 2019[2] apresentado no início do ano pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) esse é um dos problemas mais sensíveis do nosso tecido empresarial e que deveria merecer a consolidação da aposta na educação de adultos, assim como, na formação ao longo da vida.

No ISG – Instituto Superior de Gestão temos a preocupação de ensinar aos nossos estudantes, ao longo das diferentes unidades curriculares dos vários programas de licenciatura e de mestrado, a apreenderem que numa organização deveremos ter sempre uma perspetiva bottom-up. Se queremos que todos se sintam e sejam efetivamente ouvidos, se almejamos trazer o diálogo social do ordenamento jurídico para o dia a dia empresarial, temos que ensinar que para além do tradicional top-down também a abordagem bottom-up se tem que tornar tradicional e óbvia!

Falamos tanto do Povo e que as conquistas dos estados de direito, livres e pluralistas visam promover os direitos, liberdades e garantias desse Povo e esquecemos que para que essa mesma democracia tenha oxigénio e seja próspera precisa que o Povo viva numa sociedade desenvolvida, justa, solidária, equitativa e promotora da igualdade.

Entendemos que numa escola de gestão devemos ensinar os futuros gestores e economistas que para haver um Povo que não tenha necessidade de outra revolução francesa é preciso promover o diálogo e a concertação a todo o tempo e ensinar que todas e todos temos o direito de querer fazer aquilo que sempre quisemos ser!

Com uma maior aposta em Programas de Formação Avançada, com a requalificação dos dirigentes do nosso tecido empresarial, que como sabemos é constituído maioritariamente por PME’s, é certo que teremos uma economia mais competitiva e um país mais rico!

E o Povo? Esse será seguramente ouvido!

[*] https://www.youtube.com/watch?v=pZonZntFU7Y
[1] Utilizamos aqui o termo útil em termos económicos.
[2] http://www.oecd.org/economy/launch-of-2019-economic-survey-of-portugal-february-2019-pt.htm

Teresa Do Rosário Damásio | Administradora Grupo Ensinus para o LINK TO LEADERS

×

Bem-vindo(a)!

Contacte-nos pelo WhatsApp

× 969844241
Divi WordPress Theme