Empreender a chefiar ou empreender a Liderar
Empreender a chefiar ou empreender a Liderar
O exemplo do empreendedor[1]
Quando iniciamos o nosso processo de aprendizagem, a escola tradicional representa para as alunas e para os alunos o local onde o professor é o chefe e dá as ordens acerca do que deve fazer para que atinja o sucesso escolar. O educador detém o papel central na escola e tudo deve girar à volta dele. É o leão, aquele que dá as instruções e a quem todos obedecem, sem elaborar questões ou fazer sugestões.
Recentemente, começou a ser investigado e testado um novo modelo educativo, onde as alunas e os alunos passam a ser o centro do processo educativo e onde o professor passa a ser o transmissor do saber e que consegue que sigam aquilo que diz, pelo exemplo e nunca pela repetição do modelo.
O mesmo se passa com o empreendedor e essa foi a grande revolução na gestão das empresas e das pessoas que o empreendedorismo trouxe à sociedade.
Quem empreende, lidera. Motiva pelo exemplo. Nunca impõe nada pela simples razão de ser o chefe. Não se limita a explicar como é que se fazem as coisas ou que a única forma de as realizar é aquela que preconiza. Vai mais além, porque pensou em todo o processo produtivo e engajou o outro numa perceção da realidade que se torna conjunta, porque o empreendedor desafia o outro constantemente, levando-o a recriar a forma como vê e compreende a realidade.
O empreendedor é como a girafa. Vê mais além. Planeia a médio e longo prazo. Problematiza o futuro e encontra soluções para os resolver.
Por isso é que hoje o empreendedorismo é um saber transversal e está presente em todas as áreas[2].
Ser empreendedor é ser disruptivo. É olhar para o risco de forma positiva. É ser inovador e criativo.
O chefe consegue que aqueles que se relacionam com ele cumpram as indicações de forma rigorosa e sem contestar.
O líder faz despertar novos olhares, novas visões acerca da realidade e novas formas de transformar o mundo. Porque ser empreendedor é ser bem-sucedido na mudança. Ser líder é engajar todas e todos nesta alteração de paradigmas.
Assim, não há empreendedores sem serem líderes, nem líderes que não sejam empreendedores!
[1] Artigo baseado no Seminário ministrado pelo professor Xavier Aragay aos diretores de várias escolas que dirijo e a quem agradeço muito a forma disruptiva como abordou o tema da Educação!
[2] Ver a este propósito o nosso artigo “Empreender a Educar”, publicado no dia 23 de março de 2017.
Artigo publicado no LinktoLeaders a 15/06/2017
Empreender a internacionalizar
Empreender a internacionalizar
Internacionalizar tem como consequência imediata provocar uma alteração na forma como interpretamos o mundo.
Ao pesquisarmos o respetivo significado no dicionário(1) verificamos que quer dizer “1.tornar internacional. 2.espalhar por várias nações” e que a conjugação(2) do verbo envolve movimento, impõe o ir e o vir e pressupõe a mudança.
Empreender a internacionalizar implica a mobilização individual para a realização desta transformação que irá dar início a uma reação em cadeia. Para que isso suceda é preciso que o sujeito tenha as competências e a vontade necessária para poder ser bem sucedido.
Ser empreendedor
Ser empreendedor
O empreendedorismo tem sido cada vez mais foco de estudo aprofundado até nas universidades no âmbito de investigação científica.
De facto, ser empreendedor entrou definitivamente na “moda”. O empreendedorismo não se resume à criação de negócios ou start-ups, mas sim ao empreendedorismo nos trabalhos e ocupações já existentes, com o lançamento de novas soluções, novos produtos ou serviços. Ser empreendedor é ter iniciativa e, sobretudo, levar as ideias à ação.
No mundo laboral está a verdadeira aprendizagem
No mundo laboral está a verdadeira aprendizagem
Nome: Margarida Guerreiro
Empresa e Actividade: Maersk – Transporte Marítimo de Contentores
Curso/Ano: Licenciatura em Gestão no Instituto Superior de Gestão
Objetivo Profissional: Gerir a sua própria empresa
Um estágio é uma experiência fundamental para o crescimento de um jovem profissional, segundo a Margarida Guerreiro, que se encontra atualmente nesse processo. A construção de uma rede de contactos e o know-how adquirido e valorizado pelas empresas são mais-valias de um crescimento continuo que nunca terá fim, bastando para isso que haja humildade e vontade de aprender.