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Eleições e desempenho económico nos EUA

Eleições e desempenho económico nos EUA

Os eleitores dos EUA escolheram esta semana, nas eleições intercalares, um novo senado, um novo congresso, governadores, autarcas, procuradores e chefes de polícia.

Apesar de Donald Trump não figurar diretamente nos boletins de voto, claramente seria sempre um fator influenciador do mesmo. Aliás, a própria CBS confirma que mais de dois terços dos norte-americanos tomaram em consideração o desempenho do presidente nestas eleições. Os resultados eleitorais revelaram um Senado controlado pelos republicanos e um Congresso de maioria democrata. Politicamente, os democratas saem derrotados desta eleição pois tinham a convicção de que uma “cultura” anti-Trump fosse refletida nestas eleições e que Trump perdesse o Senado e a Camara dos Representantes.

Também os mercados aguardavam com expetativa estes resultados.

A verdade é que a meio do seu mandato, Trump conseguiu um feito histórico neste século. O índice S&P 500 valorizou 28% desde novembro de 2016, altura em que foi eleito presidente dos EUA. É a subida mais alta dos últimos 64 anos, considerando os dois primeiros anos de mandato de cada presidente americano. Só Eisenhower (presidente entre 1953 e 1961) ultrapassou esta valorização. Nos dois primeiros anos de mandato de Barack Obama, Bill Clinton, George H. W. Bush ou Ronald Reagan, as valorizações do índice bolsista foram inferiores a 20% e no mesmo período de dois anos, Jimmy Carter, Gerald Ford, Richard Nixon ou George W. Bush, assistiram inclusivamente a perdas do S&P 500.

É evidente que se tratam de contextos e conjunturas históricas e económicas diferentes e específicas de cada período, mas a grande razão desta subida foi a grande reforma fiscal aprovada em 2017 e promovida pela Administração Trump em que a redução da carga fiscal fez aumentar os lucros das empresas e a motivação de investidores. Apesar de tudo, em janeiro e outubro de 2018, o mercado acionista americano passou por dois “sell-offs”. As tendências inflacionistas e o consequente aumento da taxa de juro de referência implicam agora outras cautelas dos investidores, apesar da expectativa dos mercados se ter realmente confirmado – um Senado de maioria republicana e uma Camara de Representantes, de maioria democrata.

Trump aposta na continuidade da redução da carga fiscal, não só para as empresas, mas também para as famílias. Apesar do desempenho das presidências americanas não ser possível de medir só pela valorização bolsista, não deixa de ser um importante indicador da performance económica do país. Num clima de profunda incerteza dos sistemas mundiais, a todos os níveis, dificilmente será possível prever o desempenho económico futuro nesta segunda parte do mandato do presidente norte-americano. O mundo político e o mundo económico observam e aguardam.

Director do ISG – Business& Economics School

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

 

Artigo publicado a 08/11/2018 em Jornal de Negócios

Logística e Gestão de Operações no Correio da Manhã

Logística e Gestão de Operações no Correio da Manhã

ISG – APOSTA NA LOGÍSTICA E GESTÃO DE OPERAÇÕES

Instituto Superior de Gestão aposta no curso de Pós-Graduação em Logística e Gestão de Operações

Devido à sua localização geoestratégica, Portugal apresenta algumas vantagens competitivas na área da logística. Para tal é necessário apostar na formação de quadros superiores, que possam ser capazes de identificar oportunidades e avaliar investimentos no mercado, potenciando o crescimento da economia. Nesta senda, o Curso de Pós-Graduação em Logística e Gestão de Operações do ISG | Instituto Superior de Gestão (Business & Economics School), procura dotar os formandos de conhecimentos e competências que permitam dar resposta aos desafios estratégicos e táticos que são colocados no mundo de hoje ao longo da Cadeia de Abastecimento.

Com a coordenação científica do Prof. Eng.º Carlos Paz, Docente do ISG, o Curso está previsto arrancar este mês de Novembro, encontrando-se abertas as candidaturas. Com uma duração total de 124 horas, realizar-se-á em horário pós laboral.

ENTIDADES ORGANIZADORAS: O ISG | Business & Economics School impõe-se, desde 1978, como uma Escola de referência, no contexto do ensino da gestão em Portugal. Foi a primeira Business School surgida em Portugal e destaca-se pelo carácter inovador da sua formação multidisciplinar. Centra a sua actividade numa maior aproximação ao meio empresarial, através de parcerias com Empresas nacionais e estrangeiras, quer ao nível do ensino e da formação graduada e pós-graduada, quer ao nível da formação de executivos.

No ISG | Business & Economics School considera-se que a ligação ao mercado empresarial, seja através da formação especializada, seja pela prestação de serviços nas áreas das ciências económicas e empresariais, representa uma mais-valia, que associa o know-how dos seus docentes e investigadores à realidade empresarial, mantendo o enfoque numa componente científica, que se aplica a outras formas de conhecimento, cada vez mais profissionalizantes e focalizadas nas ópticas da investigação científica, incluindo nos contextos da investigação científica aplicada.

Para mais informações: Alexandra de Brito Caetano

Telm. (+ 351) 96 377 28 53

E-mail: alexandra.caetano@ensinus.pt

Artigo publicado em Correio da Manhã a 6/11/2018

O empoderamento através da educação

O empoderamento através da educação

A educação[1] está prevista e estatuída no artigo 26.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos e é tida pelos organizamos internacionais, pelos governos dos Estados Membros das Nações Unidas e por todas as cidadãs e cidadãos como a única forma que existe em termos mundiais de promover a Igualdade, a Justiça Social e a Solidariedade.

Mas, principalmente é tida por todas e por todos como o instrumento principal de alavanca ao crescimento económico e ao desenvolvimento sustentável.

Nesse sentido, as políticas públicas no âmbito da educação, estejamos a falar de ensino superior ou de ensino não superior, são tidas como essenciais para se conseguir atingir as metas que cada Estado impõe para a criação de emprego e, a contrario sensu, fundamentais para a redução do desemprego.

A União Europeia é disso exemplo quando criou, em 2000, durante a presidência portuguesa, a Estratégia de Lisboa[2] para alicerçar o crescimento económico e o desenvolvimento da investigação e da ciência. Em 2005, assistimos ao seu relançamento, a que a União apelidou de Europa 2020[3], que se focalizou no crescimento da economia digital e na modernização da educação e da formação, na promoção das indústrias com baixas emissões de carbono e manteve a aposta no investimento na investigação.

O início do século XXI significou, assim, a concretização daquilo de que se vinha falando desde as duas últimas décadas do século XX em que era dada à educação e à formação a relevância de serem a solução para os problemas endémicos do desemprego, em termos gerais, e na juventude, em termos particulares.

Ao longo dos últimos anos, e principalmente com a consolidação da implementação do Processo de Bolonha, verificamos que houve uma alteração significativa e muito positiva nas qualificações dos jovens europeus. Em Portugal isso é particularmente visível quando analisamos os dados do PISA[4] – The Programme for International Student Assessment – e podemos concluir que as políticas públicas no domínio da educação têm tido um impacto favorável nas capacitações dos estudantes portugueses.

Assim, concluímos que a educação é de facto, até aos dias de hoje, a melhor forma de promover o empoderamento do ser humano e que o melhor desígnio individual que pode existir é desejar a conclusão dos graus existentes no âmbito do respetivo sistema educativo, pois só assim poderá haver a maximização do empoderamento daquela!

Para além disso, este empoderamento individual terá naturalmente um impacto em termos coletivos e isso é uma condição sine qua non necessária para todas as sociedades crescerem e se desenvolverem!

[1] Artigo 26.º
Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional deve ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.

A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das atividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.

Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos.

[2] http://www.eurocid.pt/pls/wsd/wsdwcot0.detalhe_area?p_cot_id=5294&p_est_id=11348
[3] http://www.eurocid.pt/pls/wsd/wsdwcot0.detalhe_area?p_cot_id=4810
[4] http://www.oecd.org/pisa/

Cartão Estudante ISG – CAMPANHA 2018

Cartão Estudante ISG – CAMPANHA 2018

De 5 a 8 de novembro, vamos receber nas Instalações do ISG | Instituto Superior de Gestão, o stand da Caixa Geral de Depósitos, onde poderá fazer o seu Cartão de Estudante.

No dia, deverá fazer-se acompanhar com o:
Cartão de Cidadão;
Comprovativo de Morada;
Comprovativo de Matrícula.

Nas matrículas, conte com a Caixa.

A escola e a revolução na igualdade da educação

A escola e a revolução na igualdade da educação

Este ano letivo fomos testemunhas da vontade de aprofundar a mudança na educação em Portugal, e com isso aumentar o bem-estar de todos os membros da comunidade educativa, com a publicação de diversos diplomas relevantes para o ensino não superior português

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, delineia os direitos humanos básicos em 30 artigos. A educação, a liberdade de educação, de liberdade de escolha da escola por parte dos pais e das famílias são um dos pilares do Estado de direito, livre e pluralista.

Portugal é, desde abril de 1974, uma democracia. Nesse sentido, a educação tem ocupado desde sempre um lugar cimeiro nas políticas públicas dos sucessivos governos.

Ultimamente temos assistido a grandes mudanças no ordenamento jurídico nacional no âmbito do direito da educação que tem o aumento da democraticidade no seio da comunidade educativa como o âmago da reforma em curso.

Começámos com a autonomia e flexibilidade curricular(1), que de projeto-piloto, de natureza voluntária, foi alargado a toda a rede escolar com caráter geral e abstrato, pois os resultados evidenciaram claras melhorias nas competências adquiridas pelos estudantes cujas escolas tinham aderido ao projeto.

Este ano letivo fomos testemunhas da vontade de aprofundar a mudança na educação em Portugal, e com isso aumentar o bem-estar de todos os membros da comunidade educativa, com a publicação de diversos diplomas relevantes para o ensino não superior português: o Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário, os princípios orientadores da sua conceção, operacionalização e avaliação das aprendizagens, de modo a garantir que todos os alunos adquiram os conhecimentos e desenvolvam as capacidades e atitudes que contribuem para alcançar as competências previstas; a Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, que procede à regulamentação dos cursos científico-humanísticos, a que se refere a alínea a) do n.º 4 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, designadamente dos cursos de Ciências e Tecnologias, Ciências Socioeconómicas, Línguas e Humanidades e de Artes Visuais, tomando como referência a matriz curricular-base constante do anexo VI do mesmo decreto-lei, e a Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, que procede à regulamentação das ofertas educativas do ensino básico, previstas no n.º 2 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, designadamente o ensino básico geral e os cursos artísticos especializados, definindo as regras e procedimentos da conceção e operacionalização do currículo dessas ofertas, bem como da avaliação e certificação das aprendizagens, tendo em vista o perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória.

Há no legislador a vontade de dar à escola mais liberdade para atuar noutras vertentes – cidadania, empreendedorismo, saber estar, saber ser e ser pessoa. Fala-se tanto no perfil do aluno e deve dar-se a possibilidade de o construir de forma empiricamente livre. Promover a igualdade pressupõe que o projeto educativo de cada escola não esteja confinado de forma estrita ao curriculum. A escola não pode ser só curriculum. A escola deve ser mais. Muito mais.

(1)Já aqui falámos acerca desta temática, em setembro de 2017: “A Autonomia e Flexibilidade Curricular e a Declaração de Bolonha. O ensino não superior vive por estes dias uma das maiores reformas de que há memória em Portugal“. In: Jornal de Negócios

Administradora do ISG | Instituto Superior de Gestão e do Grupo Ensinus

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

Artigo publicado a 25/10/2018 no Jornal de Negócios

2ª sessão da Academia Financeira

2ª sessão da Academia Financeira

No dia 24 de outubro, vai ter lugar a 2ª sessão da Academia Financeira, subordinada ao tema “Consumo e Poupança: O Ciclo do Dinheiro e a Importância da Inflação”.

Nesta Sessão estão inscritos 86 alunos do ensino secundário, nomeadamente do INETE e da Escola Secundária Frei Gonçalo de Azevedo.