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TSU: a pobreza da discussão

TSU: a pobreza da discussão

A evolução demográfica nacional obriga a uma profunda revisão do sistema de segurança social, especialmente no que toca a pensões de velhice, como aconteceu recentemente, ainda na anterior legislatura, com a introdução fator de sustentabilidade e aumento da idade de reforma.

Todos os pilares da nossa sociedade estão assentes num modelo matematicamente insustentável a médio prazo. É uma situação sensivel potenciadora de sérias divisões de interesses e conflitualidade ente gerações e entre quem tem trabalho e quem não tem. 

A população portuguesa está a diminuir há vários anos, fruto da diminuição da natalidade e igualmente da mortalidade, bem como da evolução do saldo migratório. É expectável que Portugal volte a ter menos de 10 milhões de habitantes até 2020. O índice de envelhecimento (idosos por cada 100 jovens) é atualmente de 144, quando em 1980, era de 45. O número de indivíduos em idade ativa por idoso é de 3,2 quando há 40 anos era o dobro. A taxa de atividade é de 58,5% e a taxa de emprego é de 51,2%.

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NOVA IORQUE – A RIQUEZA DA DIVERSIDADE

No âmbito das minhas obrigações laborais desloco-me aos Estados Unidos da América várias vezes ao ano e sempre que o faço fico fascinada pelo valor que é dado à Liberdade Individual e em consequência o respeito absoluto que existe no imaginário coletivo pelo Cidadão e pelos seus Direitos, Liberdades e Garantias.

Felizmente, esta passagem de ano tive a oportunidade de ir com a minha Família a Nova Iorque e poder dar asas ao sonho de poder assistir à meia-noite em Times Square. A obrigação laboral deu lugar à conciliação entre a vida profissional familiar e pessoal e todos saímos a ganhar com isso!

Nova Iorque é das Cidades do Nosso Planeta onde a diversidade é uma das marcas identitárias que melhor caracteriza esta metrópole  e que está na génese da respetiva riqueza económica, cultural, social e científica que é conhecida e reconhecida por todos a nível mundial.

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TSU: a pobreza da discussão

ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL: QUE ESTRATÉGIA?

Ninguém terá dúvidas sobre a importância da formação superior, enquanto ativo, a nível cultural, científico e técnico, para qualquer país ou região. Em Portugal, os indivíduos com ensino superior tem subido exponencialmente desde 2001, representando, na altura, apenas 6,8% da população. Em 2011 esta percentagem praticamente duplicou para 13,2% (muito derivado do impacto de Bolonha, desde 2006/2007) e atingiu em 2015 o valor de 17,1%, sendo muito provável que ultrapasse os 20% da população em 2020, aproximando-se da média europeia. 

Existem resultados quantitativos (não qualitativos) mas não existem estratégias que os suportem ou sirvam de modelos para análise. Nunca foram definidos objetivos específicos, que tenham em conta as necessidades do mercado e a inerente adaptação de vagas para os diversos cursos superiores, aos objetivos de formação, deixando ao critério individual das universidades e politécnicos.

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TSU: a pobreza da discussão

A Autonomia na Educação e a Promoção do Espirito Empreendedor

Desde o início do século XXI que as portuguesas e os portugueses têm ouvido falar de empreendedorismo e das virtudes do espírito empreendedor.

As Universidades foram as primeiras a criar Programas para promoção dos projectos dos respectivos estudantes. Para tal recorreram à colaboração com as entidades bancárias que desenharam linhas de apoio financeiro específico para este perfil de cliente e de projectos.

Posteriormente, o Estado criou diferentes Programas públicos que auxiliavam os jovens com diferentes tipologias de assistência com o objectivo de criar uma empresa de sucesso e de gerar riqueza para o País.

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Lições da Vitória de Donald Trump para o Mundo e Lições de Miguel Torga para Portugal: O fim do “establishment”?

A vitória de Trump nas eleições norte-americanas foi inequivocamente clara, contrariando todas as sondagens e expetativas. O candidato republicano utilizou a estratégia do populismo radical, que derrotou o “status quo e o politicamente correcto” dos democratas.

Surpreendente? Talvez não.

Nos últimos anos, várias vezes escrevi sobre a profunda ineficiência dos sistemas e das políticas tradicionais ocidentais, que falham constantemente em responder a problemas herdados da sociedade industrial e sobretudo dos novos problemas da sociedade global da informação. A União Europeia é um claro exemplo de falhas políticas económicas e sociais constantes. Ao contrário da história clássica, na história contemporânea, é habitual dizer-se que “as coisas acontecem primeiro nos EUA e só depois na Europa”. A vitória de Trump nos EUA será o sinal de mudança na Europa?

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A Conciliação entre a Vida Profissional e a Vida Familiar e o Orçamento de Estado

A promoção da Conciliação entre a Vida Profissional e a Vida Familiar está intrinsecamente ligada às políticas públicas da Igualdade de Género e do empoderamento da Família.

Durante a 2ª Guerra Mundial a mulher passou a ter um lugar preponderante no Mundo do Trabalho. A necessidade de manter todos os sectores da economia a funcionar enquanto os homens se encontrassem no campo de batalha mostrou aos decisores políticos que a presença das mulheres nas fábricas e nas empresas era cada vez mais relevante e havia a urgência de adequar o ordenamento jurídico a esta nova realidade.

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