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ISG e Associação Fórum Turismo formalizam parceria

ISG e Associação Fórum Turismo formalizam parceria

O conhecimento e o reforço de competências são determinantes para o novo ciclo que o turismo enfrenta. A base para o sucesso desta missão passa pelo reforço de parcerias com todas as estruturas operativas e promotoras da atividade turística.

No âmbito da Licenciatura em Gestão do Turismo, o Instituto Superior de Gestão e a Associação Fórum Turismo celebraram um protocolo de parceria que visa criar pontes e consolidar relações entre os diferentes stakeholders do setor, unificando-o e fortalecendo-o através de iniciativas ligadas à formação e à empregabilidade que esta estrutura preconiza.

Com a intenção de aproximar todos aqueles que trabalham, estudam, investigam e estimulam o ecossistema onde estão envolvidos, este protocolo visa aproximar as áreas do saber à operacionalidade e à execução, entre os diversos setores que compõem, direta e indiretamente, o turismo. Nesse sentido a Associação Fórum Turismo assume-se como uma parceira privilegiada para os alunos da Licenciatura em Gestão do Turismo, do Instituto Superior de Gestão.

ISG participa na BRASA – Feira Virtual de Universidades

ISG participa na BRASA – Feira Virtual de Universidades

No passado fim-de-semana, entre os dias 19 e 20 de setembro, o ISG | Business & Economics School participou, na BRASA I Feira Virtual de Universidades, que surgiu como uma plataforma muito apelativa de intercâmbio de estudantes brasileiros com instituições de ensino superior internacionais. Num mundo a adaptar-se a uma realidade marcada pela pandemia de Covid-19, onde os contactos estão próximos em termos sociais e distantes sob uma perspetiva física, esta plataforma de partilha de conhecimento revelou-se uma porta aberta para um mundo de possibilidades.

BRASA é um nome sugestivo com uma ambivalência curiosa: remete para o calor do Brasil e para o nome do país onde a língua portuguesa, segundo alguns dizem, tem açúcar. No entanto, neste contexto específico, a BRASA apresenta-se como uma organização sem fins lucrativos que tem por único objetivo constituir uma rede de estudantes com origem no Brasil. De forma realista, a BRASA assume-se como a maior associação de estudantes do Brasil. O ISG, representado pelo Dr. Vítor Cordeiro, da Direção de Relações Internacionais, recebeu sugestões, respondeu a perguntas, abriu portas e percorreu caminhos até ao universo sul-americano da BRASA, que implicou várias conversas com potenciais candidatos e candidatas que um dia poderão estudar numa das escolas de Gestão com mais prestígio em Portugal.

UMA NOVA GESTÃO DO TURISMO

UMA NOVA GESTÃO DO TURISMO

Há 8 meses debatíamos a importância da sustentabilidade ambiental e da perecibilidade dos recursos naturais, da urgência de assegurar a identidade dos territórios.

Há 8 meses realçávamos o crescimento económico fruto dos resultados da atividade turística, assinalando como fundamental o reforço da sustentabilidade turística.

Há 8 meses identificávamos a necessidade de assegurar que a matéria-prima que fornece o turismo (natureza, património histórico, cultural e humano) não fosse desvirtuada.

Hoje precisamos de continuar com a agenda de há 8 meses, mas, cumulativamente, de reconquistar a confiança perdida e de reerguer os setores que compõem o turismo. Para esse desiderato precisamos de incrementar novas metodologias de abordagem que concretizem uma nova gestão do turismo.

Uma gestão que congregue a riqueza dos ecossistemas e a identidade dos destinos turísticos, que concilie o ordenamento do território com a atividade turística, que incremente as parcerias entre a iniciativa privada e política pública, e, essencialmente, que desenvolva uma prestação de serviços assente na qualidade, segurança e sustentabilidade.

Para que possamos reescrever as novas linhas de atuação, integrar a oferta turística e reformular as práticas e as políticas organizacionais, necessitamos de recursos humanos habilitados e empenhados em torno destes desafios.
Acreditamos que a chave para esta readaptação reside na motivação, na competência e na resiliência dos profissionais do turismo. Nesse sentido, a aposta na formação académica e profissional assume-se como fundamental para a árdua tarefa que temos em mãos.

O conhecimento e o reforço de competências são determinantes para o novo ciclo que o turismo enfrenta. A base para o sucesso desta missão passa por um triângulo que una as associações do turismo, o Estado e o ensino/formação. As escolas profissionais, os institutos politécnicos e as universidades estão, mais do que nunca, vinculadas à missão de formar recursos humanos comprometidos com o novo cenário mundial.

A congregação de sinergias e a atuação concertada das associações representativas do turismo, do Estado e da educação são a chave para o sucesso desta nova gestão do turismo.
Estamos cá para cumprir a nossa parte.

Professor Doutor João Caldeira Heitor, Secretário Geral do ISG, Coordenador da Licenciatura em Gestão do Turismo, para a Publituris

Envelhecimento da população ativa: o novo desafio para a gestão de recursos humanos

Envelhecimento da população ativa: o novo desafio para a gestão de recursos humanos

O envelhecimento populacional decorrente da extensão da longevidade e da melhoria das condições de saúde, higiene e alimentação, tem vindo a traduzir-se num aumento da idade da população ativa, o que afeta a mão-de-obra nas organizações e reforça a necessidade de repensar as políticas de gestão de recursos humanos.

As últimas décadas têm sido caracterizadas por uma intensificação da força de trabalho e uma precariedade ao nível dos vínculos contratuais que nem sempre são favoráveis para os trabalhadores menos jovens, que passaram a ser alvo de exclusão face a determinadas políticas de emprego. Além disso, verifica-se uma falta de investimento na formação e no desenvolvimento das competências, que muitas vezes é justificada pelo facto de a mesma não trazer ganhos significativos, em termos de carreira, que compensem os seus custos.

A ponderação da idade é uma componente extremamente importante para a gestão dos recursos humanos porque é cada vez mais comum ter que lidar com uma população ativa envelhecida. Não obstante, o objetivo de qualquer organização é reter os trabalhadores que impulsionam o desenvolvimento e competitividade da mesma, independentemente da sua idade.
Neste sentido, as organizações deverão procurar, a curto e médio-prazo, estratégias eficazes para manter os trabalhadores mais velhos envolvidos, de forma a garantir que não ocorram perdas irreparáveis ao nível do saber-fazer, da experiência e da cultura que dificilmente se conseguem colmatar.

Deste modo, é fundamental apostar em estratégias de recursos humanos que valorizem opções de trabalho flexíveis, tarefas/funções diversificadas e estimulantes, ações de formação que estimulem a aprendizagem contínua, reconhecimento e respeito, pois são as práticas identificadas pelos colaboradores mais velhos como sendo as que mais contribuem para a sua permanência na organização.

O modo como cada organização gere a idade dos seus colaboradores depende largamente do seu setor de atividade, da sua estrutura, das características da gestão, dos recursos humanos envolvidos e, naturalmente, das tarefas desenvolvidas. Porém, verifica-se que os colaboradores mais velhos valorizam trabalhos complexos, nos quais possam fazer uso da sua experiência e das suas competências, nomeadamente através da participação em processos de tutoria, e acompanhamento aos colaboradores mais jovens. Ao reverterem o seu know how para o interior da organização sentem-se mais satisfeitos e envolvidos com o seu trabalho.

Sendo a satisfação um preditor da intenção de permanecer na organização e o desempenho um objetivo central para a eficácia organizacional, um dos principais desafios da gestão de pessoas passa por conceber o trabalho e as práticas de recursos humanos que se adequem às diferentes idades.

Verifica-se, assim, que os colaboradores mais jovens enfatizam a aquisição de competências e conhecimentos que aumentem a sua empregabilidade e garantam o desenvolvimento da sua carreira. Por outro lado, os colaboradores mais velhos tendem a valorizar a autonomia, o significado da tarefa, a complexidade do trabalho, o tratamento de informação e a resolução de problemas que permitam a utilização da sua experiência e conhecimento acumulado.

A gestão de pessoas deve alicerçar-se na dinâmica do mundo real, pois tem um papel crítico e indissociável do sucesso das organizações, quer em termos do seu desempenho, quer em termos da sua competitividade e diferenciação e como tal deve estar aberta a adaptações constantes nas suas práticas diárias.

Professora Doutora Rosa Rodrigues, Docente no ISG, para o Link to Leaders