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Ensino Superior: Pedagogia vs. Investigação e a A3ES pós 2020

Ensino Superior: Pedagogia vs. Investigação e a A3ES pós 2020

Criada em 2007, a A3ES – Agência de Acreditação do Ensino Superior, fundação de direito privado de utilidade pública, responsável pela monotorização da qualidade e acreditação dos cursos e das instituições de ensino superior em Portugal, muda esta semana de Conselho de Administração, passando a ser presidido pelo Prof. Doutor João Guerreiro, que substitui o Prof. Doutor Alberto Amaral.

Durante o período de 2007 a 2020, a A3ES não acreditou cerca de 400 cursos de ensino superior conferentes de grau académico de licenciatura (1.º ciclo), mestrado (2.º ciclo) e doutoramento (3.º ciclo), encerrou oito instituições de ensino superior e provocou a descontinuação de cerca de 2500 cursos por iniciativa própria das universidades e politécnicos públicos e privados. Neste sentido, houve uma redução superior a 45% da oferta anteriormente existente (que era superior a 5200 cursos em 2010) e em simultâneo foram criados/acreditados cerca de 1000 novos cursos neste período (muitos adaptados ou reformulados de ciclos de estudos anteriores).

Foi inegável a importância da existência de uma espécie de “entidade reguladora” do ensino superior neste período que caracterizou a primeira década de Bolonha. Mas, para este novo ciclo de funcionamento da A3ES, pedem-se critérios mais objetivos, métricas comparáveis e imparcialidade nas decisões dos peritos, que muitas vezes representam interesses “concorrenciais” de outras instituições. Para fundamentar a acreditação de um ciclo de estudos, os peritos (comissões de avaliação externa) avaliam vários aspetos e métricas objetivas que vão desde o plano de estudos à funcionalidade e adequação de instalações e equipamentos, bibliotecas, empregabilidade, internacionalização ou a existência de um corpo docente próprio e qualificado. Existem outros critérios, com alguma subjetividade implícita, como a “quantidade e qualidade” da produção e investigação científica dos docentes, com maior exigência neste campo, ao nível universitário do que politécnico. É certo que a ciência deve ter uma relação de proximidade com a Universidade, mas se aferirmos a quantidade de estudantes que após a licenciatura seguem carreiras de investigação, é muitíssimo diminuta. Apesar das grandes tendências internacionais ditarem a importância da publicação de papers em revistas indexadas, a verdade é que o interesse é mais para a progressão da carreira dos docentes do que para a mais valia pedagógica para os alunos.

Assim, a importância da qualidade pedagógica e a transmissão de conhecimentos é infelizmente minorada face à “obsessão subjetiva” da investigação e publicações em revistas científicas, que se tornou uma moda anglo-saxónica dos “rankings” das universidades, mas que está muito longe de espelhar a qualidade do ensino. Muitas vezes os piores professores são os melhores investigadores e vice-versa. É muito importante distinguir entre a carreira docente e a carreira de investigador, porque até a própria natureza da ciência o obriga – veja-se a comparação entre as ciências da medicina, da química, da biologia e as chamadas ciências sociais, obviamente não testáveis em laboratórios.

A eficiente transmissão do conhecimento, valorizando sempre a capacidade de comunicação e sobretudo o gosto pela socialização e debate crítico, são próprias da verdadeira academia! Um professor, na sua plenitude, leva sempre um pouco de si para os seus alunos, como já existem poucos e tanta falta fazem à qualidade do ensino superior, tão obcecada atualmente com a investigação pura, egoísta e competitiva que tristemente despreza o verdadeiro sentido da Universidade e da Academia. A Universidade não pode ser reduzida a um centro de investigação. É uma visão pobre, ignorante, redutora e simplista da Universidade pós-moderna, em que os bons professores não se revêm.  É muito importante que a Universidade, entendida em lato sensu, não se feche em si mesma e abra as suas portas à sociedade, através de múltiplas formas pois o pensamento e o conhecimento devem ser difundidos e sujeitos à critica permanente, longe, muitíssimo longe da investigação em regime de clausura e cativeiro, que muitos advogam, talvez porque não sabem lecionar…

A generalidade das publicações ditas científicas que ficam a ganhar pó nas prateleiras (ou esquecidas na imensidão da web) e são assinadas por um conjunto de autores em que apenas alguns investigam e escrevem. Começa a ter contornos de “lobby” e de negócio, a “indústria das publicações” e a servir de argumento conveniente para fundamentar decisões, o que não é de todo desejável. Também num quadro global, europeu, internacional (tão defendido pela A3ES), seria importante que a legislação permitisse a acreditação por agências internacionais com idênticas funções da A3ES, o que estranhamente não acontece.

Ninguém questiona que a educação é um ativo de capital humano das nações, fundamental para o desenvolvimento económico e social. Assim sendo, trata-se de um bem público, independentemente da natureza privada ou pública do prestador, que não pode obedecer a interesses e lobbys menos claros. A expectativa da orientação estratégica da nova A3ES é grande e acredita-se que tenha como desígnio que a educação pode e deve ser um exemplo de democratização e liberdade de ensinar e aprender, como definido constitucionalmente.

Professor Doutor Miguel Varela, Diretor do Instituto Superior de Gestão para o Jornal de Negócios

ISG tem nova Associação de Estudantes

ISG tem nova Associação de Estudantes

A Associação de Estudantes do ISG conta com novos órgãos sociais e respetivo plano de atividades para o ano letivo 2020-21.

Direção
Presidente: Gonçalo Filipe Barreiros Rua (3º ano, Gestão – an21700084)
Vice-Presidente: Miguel De Oliveira Gonçalves Ferreira (3º ano, Gestão – an21700045)
Tesoureiro: Daniel Teixeira Monteiro (2º ano, Gestão – an21900109)
Vogal: Alexandre Vizinha Gonçalves (2º ano, GRH – an21900096)
Vogal: Carolina Lopes Ventura (2ºano, GRH – an21900181)
Vogal: Sebastião Vilela Saldanha Relvas (1º ano, Gestão – an22000179)
Vogal: Ana Catarina Mateus Martins (1º ano, GRH – an22000120)

MAG
Presidente: Gonçalo Moreira Correia De Castro (3º ano, Gestão – an21800093)
Secretário: Joana Abreu Gomes (2º ano, Gestão – an21900104)
Vogal: Margarida Marques Aleixo (2º ano, GRH – an22000042)


Conselho Fiscal
Presidente: Bernardo José Fonseca Simões (3º ano, Gestão – an21800146)
Secretário: João Mendes e Brito (2º ano, Gestão – an21900029)
Relator: Margarida Moreno de Brito Neves (3º ano, Gestão – an21800114)

Plano de Atividades

Desporto:
• Formação de equipas de voleibol e futsal.


Recreativo:
• Oferta de bilhetes para espetáculos e concertos (Patrocínio);
• Giveaways;
• Promoções exclusivas a alunos do ISG;
• Presença em festas e festivais;
• Gala de Natal;
• Gala de Final de Ano;
• Acampamento;
• Queima das Fitas.


Solidariedade:
• Recolha de comida e roupa para entrega a instituições carenciadas;
• Saídas de rua (assim que as condições de saúde o permitirem).

Representação:
• Conferências;
• Eventos.

Equipamento para a associação:
• Televisão;
• Sofá;
• Mobiliário;
• Material de escritório;
• Máquina de café;
• Impressora;
• Frigorifico.

Académico:
• Criação de uma linha de guias de exame.

Diversos:
• Linha de merchandise AEISG e ISG.

Conferência Virtual “A Transformação Digital e Tecnologias

Conferência Virtual “A Transformação Digital e Tecnologias

Partilhamos o Cartaz e o Programa da Conferência Virtual “A Transformação Digital e Tecnologias da Informação em Tempo de Pandemia,  que aconteceu no dia 16 de dezembro e contou com apresentação do Artigo da Dra. Ivone Soares e do Professor Dr. Carlos Vieira, Presidente do Conselho-Geral e Docente do ISG, que versou “ Mobile Money como instrumento de desenvolvimento rural no norte de Moçambique”

Conferência Virtual: A Transformação Digital e Tecnologias da Informação em tempo de Pandemia 

Link para visualização: https://fb.watch/2pS1zjFZms/ 

Conferência com também tópicos de interesse da conferência: 

  • Tecnologias de Informação e Recursos Digitais em tempo de pandemia; 
  • Webinars and Virtual Webinar Platform, MOOC – Massive Open Online Couse, LLL – Lifelong Learning; 
  • Modelos EaD – Ensino a Distância e blended Learning: realidades face à pandemia?; 
  • Teletrabalho, liderança virtual, equipas virtuais; 
  • Transformação digital e plataformas digitais nas IES – Instituições de Ensino Superior; 
  • Cidadania digital e segurança em tempos de pandemia; 
  • Arquiteturas Empresariais; 
  • Business Process Management; 
  • Ensino e Investigação em Sistemas de Informação; 
  • Sistemas de Informação nas Organizações e na Sociedade; 
  • Outros temas relacionados com Tecnologias e Sistemas de Informação. 

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Certificação DELTA

Certificação DELTA

Seminário ISG 17/12/2020 18h – 21h, no âmbito da Pós-graduação em Gestão de Projetos.

Liderança: velhos problemas, novas soluções?

Liderança: velhos problemas, novas soluções?

Paulo Finuras, PhD

Professor Associado no ISG Business & Economics School – Lisboa

Nas comunidades de caçadores-recolectores havia quatro problemas absolutamente essenciais para ultrapassar os desafios adaptativos dos grupos humanos (preservação e reprodução).

Esses quatro problemas formaram as condições de emergência das relações líder-liderados e da própria liderança enquanto tarefa a executar, correspondendo às principais tarefas de coordenação que estão na base do fenómeno da liderança humana. E quais são eles? Primeiro, temos a captação, alocação, distribuição e manutenção de recursos (equivalente às atuais atividades da gestão, administração ou governo); segundo, temos as decisões sobre onde acampar e caçar o, se necessário, para onde nos dirigirmos (o que corresponde ao que se pode designar por desafio estratégico relacionados com a movimentação dos grupos); terceiro, temos a questão do controlo da agressividade intra grupo que possa ameaçar a sua coesão (trata-se da questão da manutenção da paz e do relacionamento intra grupal) e, em quarto e último lugar, temos a necessidade de conseguir estabelecer relações e alianças com outros grupos e comunidades (ou, se quisermos, o problema das relações grupo interno/externo).

Estas atividades requerem, naturalmente, habilidades e capacidades dos liderados em termos de aceitação e compromisso, e qualidades de liderança em termos de mobilização, confiança, inteligência, visão, planeamento, sentido de equidade e justiça, integridade, equilíbrio emocional e tato para desempenhar e executar os papéis de liderança que lhe estão associados. Note-se que estas qualidades não tinham de ser todas possuídas pelo mesmo indivíduo, desde que fossem incorporadas nos processos e nas dinâmicas sociais dentro dos grupos.

Na verdade, ainda hoje é assim, mas o problema é que cada vez mais se exige a uma só pessoa estas mesmas capacidades e qualidade todas juntas e isso faz com que muitos líderes não consigam sê-lo e falhem.

E continuarão a falhar se os líderes escolhidos não estiverem adequados para os novos desafios que se colocam e, em particular, se não souberem rodear-se das pessoas certas que complementem e preencham todas as competências necessárias para o sucesso do grupo.

E não, não são aqueles que dizem sempre que sim ao líder sem nunca o contrariar que são os seus melhores colaboradores. Quando num grupo de seis pessoas, há cinco que veem a mesma informação da mesma maneira e decidem todas no mesmo sentido, pode ser crucial que a sexta pessoa contrarie todos, incluindo o líder.

E isto é a liderança natural a funcionar.

Alunos do ISG na fase internacional do GMC!!

Alunos do ISG na fase internacional do GMC!!

A equipa SmartDecision5 atingiu o 1º lugar no seu grupo, ficando apurada para a fase seguinte do GMC.

A equipa de estudantes que a Claranet Portugal S.A está a apoiar é liderada por Diogo Teixeira juntamente com Laura Chaves, Mariana Silva, Mikail Ossman e Rita Luz, todos a estudar Gestão no ISG, formam a equipa Claranet/SmartDecision5, acompanhados pelo Professor Dr. Carlos Vieira, Docente e Presidente do Conselho Geral.

Para os nossos alunos as expectativas perante o Global Management Challenge assentam na possibilidade de colocar em prática alguns dos seus conhecimentos e desenvolver novas competências, tais como a tomada de decisões, capacidade de gestão, resolução de problemas, pensamento crítico e criatividade. Além disso, esperam que o desafio proporcione uma forma de aprendizagem divertida, onde poderão adquirir uma visão global sobre o funcio­namento real das empresas.

Aos nossos alunos que representam a Claranet, bem como ao Professor Dr. Carlos Vieira, os nossos Parabéns!

O Global Management Challenge é uma competição internacional de estratégia e gestão.

Consiste numa simulação empresarial interativa em que cada equipa gere uma Empresa com o objetivo de obter o melhor desempenho do investimento para a sua empresa no mercado em que se insere.

Ao tomarem decisões de gestão de topo, os participantes passam pela análise de indicadores económicos/ financeiros, ganham uma visão mais alargada e estratégica de uma empresa, compreendem a interação entre as diferentes áreas funcionais e o impacto que as suas decisões podem ter numa organização, tendo em conta as condicionantes do mercado em que competem e a máxima satisfação do cliente e do acionista.

O Global Management Challenge é disputado em duas voltas, uma Final Nacional e uma Final Internacional.