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Impacto das PGRH socialmente responsáveis no desempenho dos colaboradores

Impacto das PGRH socialmente responsáveis no desempenho dos colaboradores

É inegável que o ambiente globalizado proporcionou novas oportunidades para o crescimento das organizações, porém esta expansão veio acompanhada de várias mudanças ao nível da estrutura administrativa e na forma como se gerem os Recursos Humanos (RH). Neste contexto, as Práticas de Gestão de Recursos Humanos (PGRH) socialmente responsáveis têm vindo a assumir um papel central nas organizações contemporâneas que, cada vez mais, necessitam de se reinventar para superarem este desafio e alcançarem vantagem competitiva (Aguinis & Glavas, 2019).

Quando as organizações têm consciência de que são as pessoas que estão por trás do seu sucesso, deixam de as encarar apenas como mão de obra e passam a investir na sua qualidade de vida em contexto laboral (Jang & Ardichvili, 2020). Verifica-se, ainda, que a perceção dos trabalhadores sobre as PGRH implementadas afeta de forma significativa as suas atitudes e comportamentos relativamente às tarefas que realizam e em relação à própria organização, o que se reflete no seu desempenho (Cherif, 2020). Ao promover uma cultura socialmente responsável, a organização estimula o desenvolvimento de PGRH que se focam na produtividade e em procedimentos que permitem alcançar a eficácia e a eficiência ao nível dos RH, económicos e financeiros (Podgorodnichenko et al., 2020). Deste modo, torna-se pertinente conhecer as PGRH socialmente responsáveis que despoletam um melhor desempenho, de forma a que as mesmas possam ser transpostas para as organizações cuja performance necessite de ser melhorada (De Prins et al., 2020).

Quanto mais positiva é a opinião dos colaboradores relativamente às PGRH socialmente responsáveis, mais elevada é a sua  performance (Mascarenhas & Barbosa, 2019)

Uma gestão de RH socialmente responsável engloba várias práticas e políticas que visam atrair os colaboradores, tornando as organizações mais apelativas, verificando-se que os candidatos a emprego têm maior propensão para procurar empresas com boa reputação ao nível da responsabilidade social (Klimkiewicz & Oltra, 2017).

Barrena-Martínez et al. (2017), por sua vez, aludem que quando as organizações se preocupam com a saúde e segurança laboral, a aprendizagem contínua, o desenvolvimento de carreira e um sistema de recompensas justo, os colaboradores ficam mais motivados para alcançar as metas organizacionais. Segundo os autores, as PGRH socialmente responsáveis devem englobar sete dimensões, designadamente: (i) a formação e desenvolvimento, (ii) a diversidade e igualdade de oportunidades, (iii) a prevenção da saúde e segurança no trabalho, (iv) o equilíbrio trabalho-família, (v) a comunicação, (vi) a adaptação ao posto de trabalho, (vii) e a partilha de informação.

Otoo (2019) acrescenta que quando os colaboradores percecionam que a organização lhes proporciona um ambiente de trabalho harmonioso sentem-se mais comprometidos e esforçam-se para ir além do que é exigido pela sua função. Por conseguinte, Vuong et al. (2020) referem que o desempenho profissional é muito importante para a organização atingir as suas metas, motivo pelo qual é necessário definir onde se quer chegar e o caminho a percorrer para as alcançar. O sucesso de qualquer organização e, consequentemente, a sua supremacia face à concorrência dependem em larga medida da conduta profissional dos colaboradores, pois é através da mesma que os propósitos organizacionais podem ser alcançados (Srivastava & Pathak, 2019). Face ao exposto, é possível afirmar que quanto mais positiva é a opinião dos colaboradores relativamente às PGRH socialmente responsáveis, mais elevada é a sua performance (Mascarenhas & Barbosa, 2019). Estes resultados são coerentes com os anteriormente obtidos por Álvarez-Torres e Riaño-Casallas (2018) que demonstram que quando os colaboradores consideram que existe uma preocupação com o seu bem-estar, empenham-se com mais afinco para corresponder aos objetivos estratégicos da organização.

De Prins et al. (2020) salientam que as PGRH socialmente sustentáveis são benéficas tanto para o colaborador como para a organização, porque contribuem significativamente para a obtenção de resultados superiores. Podgorodnichenko et al. (2020) adicionam que estas PGRH aumentam o envolvimento dos colaboradores e concorrem para que sejam atingidos padrões de excelência. Assim, é importante que as organizações fomentem a aprendizagem contínua, através de ações de formação, que permitam colmatar as lacunas existentes ao nível das competências e estimulem o desenvolvimento do potencial dos seus RH (Haryono et al., 2020).

Neste âmbito, é fundamental promover PGRH que vão ao encontro das necessidades e expectativas dos trabalhadores, porque só assim é possível alcançar resultados individuais que se traduzam em impactos positivos para a organização. Como tal, é importante alertar todos os responsáveis pela gestão dos RH para a valorização dos seus colaboradores, porque, sendo as pessoas o ativo mais importante de qualquer organização, é necessário desenvolver estratégias que aumentem os seus níveis de compromisso e garantam a sua retenção (Kurdia et al., 2020).

Professora Doutora Rosa Rodrigues, Docente e Investigadora do ISG e Gonçalo Vicente Crisóstomo, Mestre em Gestão do Potencial Humano para a RH Magazine

A estratégia da comunicação integrada de marketing das marcas próprias da grande distribuição

A estratégia da comunicação integrada de marketing das marcas próprias da grande distribuição

O mais recente artigo da Professora Doutora Paula Lopes, Coordenadora do Mestrado em Marketing e da Pós-Graduação em Gestão de Marketing do ISG, já se encontra disponível.

“A estratégia da comunicação integrada de marketing das marcas próprias da grande distribuição” é o título do artigo publicado pelo Jornal Hipersuper.

Pode ler tudo na página 50 da revista virtual em: https://www.flipsnack.com/rcamacho/hipersuper-400/full-view.html

Gestão estratégica das autarquias locais

Gestão estratégica das autarquias locais

Os Coordenadores Científicos da Pós-Graduação em Gestão Estratégica dos Municípios: Governação e Sustentabilidade, Professor Doutor Paulo Caldas e Professor Doutor João Caldeira Heitor, escreveram um artigo de opinião para o jornal Vida Económica, intitulado: “Gestão estratégica das autarquias locais”.

Pode ler o artigo na integra em: https://www.isg.pt/wp-content/uploads/2022/03/Artigo-Prof-joao-e-Paulo.jpg

Passe também pelo nosso site para conhecer a primeira edição deste curso: https://www.isg.pt/home/oferta-formativa/pg/gestao-estrategica-dos-municipios-governacao-e-sustentabilidade/

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Impacto da Guerra no Turismo

Impacto da Guerra no Turismo

A indústria do turismo almejava por um impacto positivo pós pandemia. Os indicadores mais recentes apontavam para uma recuperação da indústria, ainda que de forma lenta e progressiva e tudo indicava que o Verão seria propício a boas viagens. Mas, eis que surge este conflito entre Rússia e Ucrânia que, quer se queira, quer não, tem impactos europeus e até mesmo mundiais.

Estamos a falar de impactos económicos, mas não só. Assistimos hoje a questões sociais e políticas que a médio e longo prazo traduzir-se-ão em impactos nas viagens.

Com as consequentes falhas nas negociações para um cessar-fogo, a resolução da guerra parece longe de estar resolvida e, apesar da crise humanitária ser o mais grave de toda esta situação, na verdade o setor do turismo vai sentir novo retrocesso, ainda que seja de forma lenta. Para já, no imediato, não se deverá sentir aumento repentino no preço das viagens de avião, mas sobretudo devido à inflação, isso vai acontecer. Além disso, o encerramento do espaço aéreo ucraniano e russo obrigou a uma reorganização de algumas rotas. Viajar de carro já está bem mais caro, com o aumento exponencial do preço dos combustíveis nas últimas semanas. Tomar uma refeição, muito em breve, ficará mais caro, também. No entanto, para além da componente financeira, a verdade é que existe algum clima de instabilidade, medo e insegurança, que pode fazer com que o turista se retraia quando pensa em viajar.

Porém, existe muita vontade em viajar, sobretudo depois de termos estado fechados tanto tempo, muitas vezes privados de fazer férias. Por esse motivo, há que manter o otimismo. A Senhora Secretária de Estado demonstrou isso mesmo e afirmou, em entrevista à CNN Portugal, que acredita que a guerra não terá grande impacto no nosso país, visto que, enquanto mercados emissores, a Rússia e Ucrânia representavam apenas cerca de 1% em 2019 (pré-pandemia). Também alguns eventos que teriam lugar na Rússia, como é o caso do Campeonato de Fórmula 1, a par da organização de eventos de âmbito mais empresarial, realizar-se-ão em Portugal, consubstanciando, desta forma, as condições do país para acolher e organizar eventos. A verdade é que os eventos, podem ajudar o turismo na recuperação pós-pandemia, mas em tempos de guerra na europa.

Professora Doutora Mariana Marques, Docente e Investigadora do ISG, para o Semanário Novo

O relacionamento com o turista – a experiência conta?

O relacionamento com o turista – a experiência conta?

Recordando as sábias palavras de Kotler (2000), conquistar novos clientes requer um esforço bastante superior do que manter os já existentes. O autor refere mesmo estudos da TARP (Programa de Assistência Técnica do Departamento de Consumo dos EUA), que apontam que o gasto na obtenção de novos clientes é cinco vezes superior ao gasto necessário para manter satisfeito um cliente habitual e, além disso, um cliente novo pode demorar algum tempo a atingir o nível de compras de um cliente perdido. Nesse sentido, aplicando esta lógica ao turismo, é muito importante que os diversos players deste setor entendam esta premissa e reforcem estratégias de relacionamento com o cliente que permitam manter e fidelizar clientes.

Clientes fidelizados voltam, recomendam e são menos sensíveis ao preço, sendo possível estabelecer uma relação a longo prazo.

Pela intangibilidade do setor, o turista dá muita importância à forma como é tratado e como o fazem sentir, ou não, especial. Assim, a fidelização deve ser vista como um horizonte temporal de construção de relacionamento a longo-prazo, no qual o turista compra repetidamente e baseia a sua decisão em estímulos proporcionados pela empresa. Clientes fidelizados voltam, recomendam e são menos sensíveis ao preço, sendo possível estabelecer uma relação a longo prazo. No entanto, atendendo aos acontecimentos mais recentes a nível mundial, com especial destaque para a pandemia covid-19, urge compreender como conseguirão os diversos players do turismo desenvolver uma relação com o seu cliente, com o objetivo final de lhe proporcionar uma experiência marcante, ao ponto do mesmo querer voltar. E a palavra-chave é mesmo a experiência. O turista do presente e do futuro procura experiências. Neste contexto das experiências, começa a falar-se de ROX (Retun on Experience) que acaba por permitir calcular o valor da experiência face aos custos de criação da mesma. Para isso, é necessário, no final da experiência pedir a opinião ao turista. Apesar de ser importante indagar a opinião do turista, não podemos esquecer, no entanto, uma figura do puzzle que completa a experiência e que tem um impacto significativo na opinião do turista. Trata-se do colaborador. A bem dizer, se o colaborar não tiver, ele próprio, uma experiência positiva enquanto colaborador, não será, certamente, capaz de prestar um serviço suficientemente bom para que o turista possa ter uma experiência a recordar e que queira recomendar a outros.

Não se pode centrar a experiência apenas do lado do turista. Há que pensar a experiência também do lado do colaborador.

Em suma, é fundamental proporcionar experiências, isso é indiscutível aos olhos de tudo o que se estuda hoje nas áreas do turismo e do comportamento do turista e das suas motivações. Mas, não se pode centrar a experiência apenas do lado do turista. Há que pensar a experiência também do lado do colaborador, tentando fidelizar o mesmo porque o pressuposto de Kotler também se aplica aos colaboradores. Decerto sairá caro estar constantemente a formar novos colaboradores.

Professora Doutora Mariana Marques, Docente e Investigadora do ISG, para a revista Ambitur

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