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Qual é a melhor rotina de relaxamento ou descanso após um momento de avaliação?

Qual é a melhor rotina de relaxamento ou descanso após um momento de avaliação?

Uma série de estudos recentes mostra como o repouso vigilante é a melhor forma de descansar sem prejudicar a aprendizagem e a memorização.

Esses resultados podem ser explicados pelo facto de que antes de a codificação/armazenamento ter lugar, portanto, logo após a aprendizagem de algo, as nossas representações de memória são propensas a interferências. Quanto mais longo for o período de tempo entre o processamento da informação (por exemplo, quando se aprende algo ou quando se estuda) e a atividade de interferência, mais estável é a memória. Por outro lado, quanto mais estável for a memória, menos as pessoas se esquecem e, portanto, mais se lembram.

As memórias interferem umas com as outras, resultando numa diminuição do desempenho da memória. Assim, o repouso após a aprendizagem deve favorecer a retenção da memória mais do que uma tarefa levada a cabo no intervalo (por exemplo, aprender vocábulos), uma vez que a codificação de novo material após a aprendizagem prejudica o acesso ao conteúdo da memória previamente aprendido… Por outro lado, o aumento do intervalo de tempo entre o conteúdo da memória a ser recordada e a informação que distrai leva a uma interferência menos intensa e, consequentemente, a um melhor desempenho da memória.

De igual modo, as memórias são afetadas por interferências após a aprendizagem. Contudo, ao contrário das teorias de interferência, têm frequentemente uma base neurofisiológica e neurocientífica. Pressupõe-se que a informação nova leva tempo a estabilizar, ou seja, a ser transformada em memórias mais duradouras e menos vulneráveis à interferência. Quanto maior for a distância temporal entre a captação de informação e a atividade que interrompe, mais consolidação pode decorrer, resultando em menos esquecimento e melhor desempenho da memória retardada.

Em suma, um longo período de repouso ativo (que envolva algum tipo de atividade) interrompe os processos de codificação e consolidação, enquanto, por outro lado, um repouso de vigília reforça esses processos.

Então, o que significa tudo isto em termos de aprendizagem? Enviar mensagens no WhatsApp, navegar na Internet e jogos são bons exemplos de descanso ativo. Descansar de forma vigilante é mais eficaz em termos de aprendizagem e de memorização, contribuindo para otimizar a aprendizagem.

Professora Doutora Lurdes Neves, Coordenadora da Pós-Graduação em Gestão Escolar para o Link to Leaders

Impacto das PGRH socialmente responsáveis no desempenho dos colaboradores

Impacto das PGRH socialmente responsáveis no desempenho dos colaboradores

A Professora Doutora Rosa Rodrigues, Docente e Investigadora do ISG, juntamente com o aluno do Mestrado em Gestão do Potencial Humano, Gonçalo Vicente Crisóstomo, escreveram um Artigo Técnico para a revista RHmagazine by IIRH, com o título: “Impacto das PGRH socialmente responsáveis no desempenho dos colaboradores”.

Pode ler o artigo na integra em: https://www.isg.pt/wp-content/uploads/2022/02/RHM138_ISG.pdf

A importância da formação em gestão escolar

A importância da formação em gestão escolar

Em qualquer profissão, a expressão de maior relevância do momento é atualização contínua e na Educação não é diferente e configura-se na necessidade de formação contínua dos professores. Para todos, nos vários níveis de Liderança Escolar, desde a liderança do Diretor de Turma, dos Projetos, às Coordenações de Departamento e Direção de Escolas num contexto Público ou Privado ou de nível Básico, Secundário ou do Ensino Superior.

Afinal, a maior parte dos professores desenvolveram na sua formação de base competências específicas relacionadas com a dimensão científica do seu grupo disciplinar e o perfil do aluno do século XXI bem como os desafios constantes da sociedade atual exigem diferentes competências pessoais e interpessoais para o desenvolvimento de um trabalho profícuo com toda a comunidade educativa.

Um professor com funções de liderança que esteja bem formado faz toda a diferença nos resultados da escola e no desempenho dos alunos. Uma boa formação contínua como a proporcionada pelo ISG envolve práticas e estratégias adaptadas à realidade de cada Escola e que possibilitem o levantamento de necessidades específicas e o desenvolvimento de diversas competências ajustadas a cada nível de liderança da Escola em simultaneamente possibilita a atribuição de créditos das horas totais enquanto formação especializada através da sua acreditação pelo CCPFC/CFE-3368/19.

A gestão escolar dos sistemas de ensino constitui uma dimensão da atuação na estruturação organizada e orientada da ação educacional promotora da organização, da mobilização e da articulação de todas as condições estruturais, funcionais, materiais e humanas necessárias para garantir o avanço dos processos sócio educacionais.

Como refere  Azanha (1995, p. 24):  “Só a escola, com o seu diretor, o seu corpo docente, os seus funcionários, as suas associações de pais têm que examinar a sua própria realidade especifica e local efazer um balanço das suas dificuldades e se organizarem para vencê-las. Não há planos de melhoria empacotados por qualquer outro órgão que possa realmente alterar, substantivamente, a realidade de cada escola se a própria escola não for capaz de se debruçar sobre os seus problemas, de fazer aflorar esses problemas e de se organizar para resolvê-los (…)”

Professora Doutora Lurdes Neves, Coordenadora da Pós-Graduação em Gestão Escolar para o Link to Leaders

As contribuições extraordinárias e os adicionais em 2022

As contribuições extraordinárias e os adicionais em 2022

“As contribuições extraordinárias e os adicionais em 2022” é o nome do mais recente artigo do Coordenador Adjunto da Pós-Graduação em Fiscalidade Avançada, Mestre Nuno Santos Vieira.

Pode ler o artigo na coluna Fiscalidade Avançada, do jornal Vida Económica aqui.

Aproveite e conheça a nossa Pós-Graduação em Fiscalidade Avançada.

Visite também o nosso separador Fiscalidade Avançada ISG – Vida Económica para ficar a conhecer todos os artigos publicados na coluna do jornal Vida Económica.

Boas leituras.

Ensino superior: a sustentabilidade passa pela educação de qualidade?

Ensino superior: a sustentabilidade passa pela educação de qualidade?

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas é constituída por 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e foi aprovada em setembro de 2015. Estes ODS definem prioridades mundiais em áreas como “Pessoas”, “Planeta”, “Prosperidade”, “Paz” e “Parcerias” e constituem uma oportunidade para as instituições melhorarem as suas ações e projetos estratégicos.

É inegável que as instituições de ensino superior podem, e devem, implementar boas práticas ao nível da sustentabilidade, correspondendo, sempre que possível, para os objetivos estabelecidos pela ONU.

Neste sentido, é legítimo considerar o papel da educação como “pedra angular” para a mudança, para novos desafios, como um estímulo para a transformação da educação que promove o desenvolvimento económico, social e ambiental. Esta transformação, habilita os alunos para a tomada de decisões cada vez mais conscientes, mais responsáveis e que interpretam, e refletem sobre as ações e como estas se espelham na sociedade e que impactos provocam, assim como nas atuais gerações e nas vindouras.

Desta forma, as instituições de ensino superior devem elaborar planos curriculares que integrem ações relacionadas com a sustentabilidade, sobretudo se pensarmos numa questão de qualidade. Na verdade, a qualidade no ensino superior não poderá ser medida, apenas, pela produção científica do seu corpo docente, mas também pelas competências-chave adquiridas pelos seus alunos e que contribuem para a sustentabilidade. As competências-chave compreendem as competências transversais e não substituem as competências específicas, tão necessárias para a concretização das ações definidas.

A Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) é uma educação que integra nos seus planos curriculares os modelos de inovação pedagógica centrados nos alunos, na aprendizagem orientada para a ação, na participação e colaboração de soluções para cada problema. Uma aprendizagem transformadora é aquela que “obriga” a ter um pensamento crítico, um pensamento que conduza à reflexão e a discussões, baseada em projetos de aprendizagem reais, assentes em estudos de caso, em simulações objetivas, em cenários de previsão, entre outros.

Nesse sentido, também é importante o relacionamento que se estabelece com os diversos stakeholders, nomeadamente no mundo empresarial. Este assume-se como um fator diferenciador que é, percecionado como qualidade. Assim, pode a integração de ações sustentáveis nas políticas diárias ser vista como qualidade pelos stakeholders?

Cada vez mais as pessoas querem fazer parte da mudança do mundo em que vivem e contribuírem, de alguma forma, para a sua melhoria. Nesse sentido, se as instituições de ensino superior conseguirem envolver os diversos stakeholders na elaboração de ações sustentáveis, comunicando de forma assertiva os resultados das mesmas, todos sairão a ganhar. E não são necessários grandes atos para que a IES (Instituição de Ensino Superior) seja vista como uma entidade que se preocupa e que contribua, efetivamente, com a sociedade na qual se insere. Muitas vezes, são pequenas ações nas quais a IES se envolve ou para as quais coopera, que influenciam os diversos stakeholders a percecionarem a mesma como uma entidade de qualidade, promovendo o objetivo principal que é aprender novas estratégias, boas práticas promotoras de EDS e com tecnologias mais eficientes.

Respondendo à questão inicial: “a sustentabilidade passa pela educação de qualidade?” concluímos que sim até porque a UNESCO (2015) refere que “A educação pode e deve contribuir para uma nova visão de desenvolvimento global sustentável“.

Professora Doutora Mariana Marques, Docente do ISG e Eng.ª Ana Maia, Gestora de Qualidade do ISG e Coordenadora da Pós-Graduação em Sistemas Integrados de Gestão: (Qualidade, Ambiente e Segurança) e Auditoria, para o Link to Leaders

Implementar as soluções conhecidas de todos

Implementar as soluções conhecidas de todos

Há alguns anos que a indústria do Turismo se depara com falta de mão-de-obra, condicionando a qualidade dos serviços e a própria sustentabilidade de algumas empresas, num mercado em constante concorrência.

Face a esta situação a World Travel & Tourism Council tem defendido a necessidade de serem adotadas ações e políticas que fomentem a mobilidade dos recursos humanos, o incremento da educação e da formação, a capacitação da força de trabalho e a promoção das ferramentas digitais.

Se o cenário já não era muito favorável, com o surgimento da COVID-19, milhares de trabalhadores abandonaram as empresas de turismo, hotelaria e restauração, procurando novas oportunidades fora do sector. Esta situação obrigou à adoção de medidas concretas por parte de governos e autarquias, com o objetivo de preservar empregos e apoiar a sustentabilidade financeira das empresas.

A implementação de políticas de incentivo à contratação de profissionais assume-se como uma necessidade premente, num momento em que se verifica uma tendência geral de crescimento da população empregada em outras áreas.

O recente estudo da AHP aponta para a escassez de mão de obra no setor e a falta de 15.000 trabalhadores nos hotéis, com maior intensidade nas áreas de receção, mesa e cozinha, incluindo, igualmente, a falta de trabalhadores na área de recursos humanos, administrativos e de gestão. Este cenário já levou os maiores grupos hoteleiros a iniciarem planos de recrutamento e a outras medidas atração de mão-de-obra.

Tudo isto ocorre num momento que constamos que 2021 voltou a ser um ano que regista um saldo natural negativo, com recorde histórico mínimo de nascimentos.

A receita para este panorama não é nova: valorização salarial e profissional, formação de qualidade, flexibilidade, reforço da imigração e maior conexão entre as competências e qualificações das pessoas.

As universidades e as escolas profissionais assumem-se como um elemento-chave de todo este processo, disponíveis para continuar a desenvolver uma formação objetiva que responda às caraterísticas procuradas pelas empresas e pelo mercado.

Mais do que nunca, o setor do turismo necessita de jovens habilitados, com competências e qualificações diferenciadas e direcionadas para a qualidade e para a flexibilidade. Todavia, as empresas do setor têm de estar preparadas e disponíveis para remunerações justas e adequadas.

Se isto não ocorrer, a atividade turística vai continuar a sobrecarregar os trabalhadores que ainda permanecem no setor, a perder qualidade e a pôr em causa a sua própria sustentabilidade.

Acreditando no potencial dos jovens e dos recursos do nosso país, as estruturas de ensino e formação continuam empenhadas na implementação das soluções identificadas e conhecidas de todos. Haja vontade!

Professor Doutor João Caldeira Heitor, Secretário Geral do ISG, Coordenador da Licenciatura em Gestão do Turismo, para o Link to Leaders

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